OAB · Metodologia
Como a gente conta as questões
Veja abaixo os critérios que utilizamos para contabilizar as disciplinas e temas mais cobrados no Exame de Ordem.
OAB · Metodologia
Veja abaixo os critérios que utilizamos para contabilizar as disciplinas e temas mais cobrados no Exame de Ordem.
De uma fonte só: as provas e os gabaritos oficiais da FGV, a banca do Exame de Ordem. Nenhum número vem de apostila, curso ou estimativa. Usamos sempre o caderno de referência (Tipo 1, Branca) e o gabarito oficial definitivo, já com as anulações. As fontes exatas, com link e trecho citado, estão no rodapé desta página.
Para cada uma das 15 edições da 1ª fase, partimos de dois documentos oficiais: a prova objetiva (caderno Tipo 1, Branca) e o gabarito definitivo, aquele que já incorpora os recursos. Quando houve anulação, guardamos também o comunicado oficial que a registrou: ao todo, 23 questões anuladas na janela, preservadas na conta e rastreáveis até o comunicado.
Todos esses arquivos são públicos e baixados dos sites oficiais da OAB e da FGV. Cada um fica registrado na nossa procedência com a URL de origem, a data de acesso e uma soma de verificação (hash), para que qualquer número possa ser refeito da prova original. Nas páginas, citamos a fonte FGV de forma agregada para não poluir a leitura com dezenas de links; o detalhamento por edição vive nesse registro de procedência.
A 1ª fase reúne hoje 15 edições, da OAB 32 à OAB 46, somando 1200 questões objetivas (80 por prova). É uma base grande o bastante para falar em padrão: quando uma disciplina aparece com peso parecido edição após edição, isso é sinal, não acaso.
A 2ª fase é mais nova na nossa base: por enquanto são 14 edições, da OAB 32 à OAB 45. Com poucas provas, seria desonesto falar em tendência. Por isso, nas páginas da 2ª fase mostramos apenas o que de fato aconteceu nessas provas, sem prometer que o padrão se repete. Estamos ampliando essa base edição a edição.
A régua que usamos: a partir de cerca de 10 provas, falamos em padrão e em estabilidade. Abaixo disso, descrevemos o que caiu, sem generalizar. Quando um recorte não tem dado suficiente, dizemos isso, não inventamos número.
Cada questão recebe uma disciplina (Direito Civil, Penal, etc.) e um tema dentro dela. A regra de ouro para decidir o tema é olhar o núcleo do que a questão pede, não o cenário que ela descreve. Dois exemplos reais:
Os temas são desenhados para não se sobrepor: uma questão entra em um tema só. Quando dois temas são vizinhos, a fronteira é decidida e registrada, para que a mesma questão caia sempre no mesmo lugar.
A 1ª fase não tem um conteúdo programático oficial tópico a tópico: o edital nomeia as disciplinas e remete às leis, sem listar os assuntos um a um. Por isso os temas não foram copiados de uma lista oficial (que não existe). Eles foram derivados das próprias questões, agrupando o que a banca de fato cobrou em temas reconhecíveis pela doutrina.
Já as disciplinas se ancoram na lista oficial do edital. E, na 2ª fase, os temas são cruzados com o Anexo II do edital, que descreve o conteúdo de cada área. Resumo: disciplinas e 2ª fase têm âncora oficial; os temas da 1ª fase são empíricos, lidos das provas.
Trabalhamos com 20 disciplinas. A maioria aparece em todas as provas da nossa janela. Direito Eleitoral, Previdenciário e Financeiro entraram por evidência: a partir do 38º exame, a FGV passou a cobrá-las em posições fixas (cerca de 2 questões por prova). Da OAB 32 ao 37º exame, elas não apareciam. Incluímos essas três para refletir o formato atual da prova, que é o que interessa a quem vai prestar o exame agora.
Às vezes a banca anula uma questão depois da prova (erro de enunciado, ambiguidade). Nós a mantemos na conta, na disciplina e no tema em que foi cobrada. O motivo: o que medimos é a escolha da banca, e aquele assunto foi escolhido e cobrado. A anulação é um evento de recurso, posterior, e não muda o que a prova quis avaliar, nem o que vale a pena você estudar. A informação de quais questões foram anuladas fica preservada, para auditoria.
Não são o gabarito do futuro. Mostram o que a banca cobrou no passado recente, e provas mudam. São uma bússola para priorizar o estudo, não uma promessa do que vai cair. Onde o dado é forte (1ª fase, muitas provas), falamos em padrão; onde ainda é pouco (2ª fase), falamos só do que aconteceu. Sempre que possível, preferimos dizer menos com certeza a dizer mais por chute.
Última revisão do conteúdo: junho de 2026.
Fontes
Conteúdo revisado em junho de 2026.
Fonte e limites
Período de referência: OAB 32 a 46.
A análise de incidência é construída a partir das provas e dos gabaritos definitivos oficiais de cada edição do Exame de Ordem, publicados pela FGV, banca responsável pelo certame.
As datas de 1ª e 2ª fase de cada edição seguem o calendário oficial do Exame de Ordem publicado pelo Conselho Federal da OAB (ex.: a 1ª fase do 46º Exame foi marcada para 03/05/2026).